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Como minimizar o estresse de cães e gatos internados para tratamento?

Como minimizar o estresse de cães e gatos internados para tratamento?
12/05/2020 danilofonsecaa

Artigo produzido por Aid Vet
Estar fora de casa, em um ambiente estranho e com pessoas e outros animais desconhecidos, já é um fator de estresse para cachorros e gatos. Quando se trata de uma internação para tratamento, o estresse deles pode ser ainda maior. Neste caso, além da preocupação com a doença física, com a dor, com as limitações e procedimentos eletivos, é preciso ficar atento aos aspectos mentais e comportamentais dos pacientes. 
Cães e gatos internados que costumam ser menos sociáveis e mais reativos aos procedimentos são os que tendem a sofrer ainda mais nessa situação. Para que os efeitos sejam os menores possíveis nos pets, algumas ações por parte dos responsáveis pelos cuidados são importantes para agilizar a recuperação dos animais, contribuindo para um desfecho melhor.
Acompanhe a leitura deste artigo da Aid Vet – empresa especializada em serviços de assessoria e consultoria para veterinários e clínicas – para o blog do Psicologia Animal, e veja algumas atitudes que podem oferecer bem-estar e ajudar a reduzir o estresse na internação.

 Manejo do ambiente e recursos

  • separar a área de internação com sala só para cães e outra exclusiva para gatos;
  • evitar contato visual entre gatos e entre alguns cães que estranham os outros animais;
  • eliminar os estímulos auditivos e de odores de procedimentos que indicam dor e estresse, pois podem ser ansiogênicos para os outros animais;
  • aplicar produtos para o ambiente: o uso de feromônios são indicados para cada espécie e podem ser benéficos para a tranquilização e bem-estar dos pets internados;
  • manter a rotina dia e noite, respeitando o ciclo circadiano do animal;
  • manter as luzes apagadas à noite (ou menos intensas no ambiente e até mesmo mais focadas em cada leito, acendendo apenas aquela específica para o animal em atendimento);
  • manter o conforto térmico do paciente. O ideal é poder ajustar a temperatura conforme o animal, utilizando aquecedores ou ar-condicionado conforme a necessidade;
  • manter a caixa de areia dos felinos conforme se utiliza em casa (mesma caixa e mesma areia que está habituado). Se o problema do pet for relacionado ao trato urinário, isso é ainda mais relevante, podendo ser um diferencial na internação;
  • passear ao ar livre quando possível, para o animal se exercitar, ter acesso ao sol e estimular a motilidade intestinal. Desejável, principalmente, àqueles que ficam vários dias internados. 

A interação com o paciente

  • Deve acontecer em outros momentos e não se restringir apenas aos momentos de aferição de parâmetros ou aplicação de medicação, pois reduzem nos animais a percepção de estar em um ambiente hostil. 
  • Ter equipe técnica cuidadosa e tolerante para lidar com animais muitas vezes estressados, assustados e agressivos, dando espaço e tempo para que confiem e não percebam os técnicos como uma ameaça. 
  • Os animais com quadros mais graves necessitam de manipulações mais frequentes. Nestes casos, devem estar o mais confortáveis possível: reavaliar analgesia e realizar troca de decúbito, massagem e mobilização articular por exemplo, quando aplicável. 
  • Os casos menos graves podem ter horários de manipulação concentrados no dia e reduzir ou eliminar procedimentos noturnos.
  • Concentrar os horários de medicação, alimentação e avaliação de parâmetros para serem simultâneos, reduzindo as manipulações ao longo do dia.

Com esses cuidados, cães e gatos internados poderão também descansar e dormir melhor, o que é imprescindível para a recuperação.

Alimentação dos pets na internação

A alimentação preferencial é a espontânea, se possível, oferecendo mais de uma opção, em temperatura ambiente. Caso o animal não aceite, é possível optar por alguma forma de sonda e evitar alimentar de seringa, já que o procedimento pode gerar muito mais estresse. 
O apetite pode ser estimulado ao associar a visita do tutor aos horário das refeições. Neste caso, a interação deles também é muito benéfica para a recuperação do pet.

Higiene como bem-estar 

A higiene do animal é algo muito relacionado ao seu bem-estar na internação. Manter a higiene, principalmente, daqueles com diarreia ou que não conseguem se movimentar para fazer suas eliminações, parece algo básico, mas que muitas vezes passa despercebido e é extremamente importante. O simples fato de banhar o pet com água morna e não a fria, por exemplo, já minimiza o estresse. 

Medicação intravenosa para menos desconforto 

Utilizar a via intravenosa de medicamentos sempre que possível é outra ação que faz diferença durante a internação de cães e gatos. Ao evitar a aplicação subcutânea ou intramuscular, por exemplo, e optando por fazer a medicação de forma lenta e diluída minimizam-se os desconfortos.

Este artigo foi produzido por Aid Vet, uma empresa especializada em prestar serviços de assessoria e consultoria, tanto para veterinários como clínicas. Para saber mais, segue o perfil no instagram @aid_vet.
Para garantir o bem-estar e a saúde animal, estar atento e vigilante é essencial. Gostou das nossas informações? Acesse nosso blog e confira outras orientações importantes para cuidados com cães e gatos.

2 Comentários

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