Você tem alguma dúvida? contato@psicologiaanimal.com.br

Comportamento felino: origem, desenvolvimento e cuidado

Comportamento felino: origem, desenvolvimento e cuidado
18/03/2020 admin

Gatos despertam paixão. Os tutores de felinos são, na maioria da vezes, gateiros de plantão e devotos fiéis dos bichanos quando se trata da escolha de um pet. Prova disso é que os gatos têm conquistado cada vez mais corações e despontado como presença significativa nos lares brasileiros. Um levantamento do Instituto Pet Brasil (IPB) mostrou um crescimento do número de gatos como pets, entre os anos de 2013 e 2018, de 8,1%. Já o aumento no número de cães foi de menos da metade, com 3,8%. Ainda segundo o estudo, realizado em 2018, a população de felinos no Brasil é de 23,9 milhões de animais. 
Para que recebam o cuidado adequado e possam viver em harmonia e integrados à família multiespécie, é fundamental conhecer seu comportamento e suas características e necessidades específicas que se diferem bastante da dos cães. Acompanhe a leitura e conheça mais da história, do desenvolvimento e das peculiaridades que envolvem os gatos. 

Breve história sobre a origem dos gatos 

Os gatos domésticos têm sua origem no ancestral gato selvagem africano (Felis silvestris lybica), que vivia como um caçador solitário, em um ambiente de savana. A história não é precisa quanto ao início do processo de domesticação dos felinos, mas o que se registra é que ela começou junto com a agricultura. Com as plantações, surgiram os depósitos de grãos e, com eles, os ratos e camundongos. A proliferação dessas presas pode ter atraído os ancestrais dos gatos domésticos, que passaram a conviver com os seres humanos. 
Nesse processo de domesticação um fato interessante é que houve pouca mudança morfológica do gato selvagem para o gato contemporâneo. Eles são bastante similares anatômica e fisiologicamente e também em relação ao comportamento. Algumas alterações foram:

  • cor do pelo e comprimento do mesmo;
  • quantidade de ciclos reprodutivos (podem chegar a três por ano no gato doméstico e no selvagem se restringe a um);
  • tamanho menor do gato doméstico;
  • gato doméstico mais juvenil que o selvagem (mantém o espírito brincalhão mesmo quando adulto).

Desenvolvimento dos felinos 

Conhecer o ciclo do desenvolvimento dos gatos e as necessidades de cada período da vida faz-se importante para um cuidado responsável e amoroso com eles. Os tutores devem estar informados para que o animal tenha seu crescimento físico saudável e seu bem-estar emocional garantido. 
Ao nascer, os filhotes são cegos e surdos, mas já têm um olfato aguçado. Os olhos começam a abrir ao final da primeira semana, mas só estarão totalmente abertos na terceira semana de vida. No final do primeiro mês, começam a brincar com os outros filhotes e os dentes também começam a aparecer. 
Aos três meses, a mãe começa a impedir que os filhotes mamem, pois logo ela entrará no cio. No quinto mês de vida, os felinos começam a marcar território e os dentes de leite caem. Aos seis meses, os filhotes são totalmente independentes.
Veja abaixo os períodos de desenvolvimento felino, de acordo com a AAFP (American Association of Feline Practitioners – Associação Americana de Médicos Veterinários de Felinos):

Períodos

Neonatal até as duas semanas de vida

O que é normal neste período: 

  •  tomar apenas leite.
  •  interação social mínima, estimulada pela mãe.
  • os olhos abrem, começam a caminhar, não conseguem regular a temperatura corporal.

O que os tutores devem fazer:

  • providenciar alimento de alta qualidade à fêmea.
  • manusear pouco os filhotes. 
  • prover um ambiente seguro, calmo e morno.

da 3ª à 8ª semana

O que é normal neste período: 

  • começar a ingerir comida sólida.
  • começar a usar a caixa de areia.
  • começar a brincar com objetos.
  • começar a correr e escalar. 

O que os tutores devem fazer:

  • manuseio frequente e gentil por pessoas diferentes.
  • exposição a outros gatos e espécies, sempre zelando pela segurança.
  • providenciar caixas de areia com bordas baixas e limpar duas vezes ao dia.
  • incluir brinquedos. 
  • providenciar um ambiente seguro (exemplo, janelas com rede).
  • expor a novos objetos e locais. 
  • primeira ida ao Veterinário. 

da 9ª à 16ª semana

O que é normal neste período: 

  • comer apenas alimento sólido.
  • podem aparecer as tensões sociais.
  • exploração intensa do ambiente e as subidas nos móveis.

O que os tutores devem fazer:

  • continuar a educação social. 
  • providenciar espaço vertical (estruturas para escalar).

Adolescência da 17ª semana a 1 ano 

O que é normal neste período: 

  • maturidade sexual (caso não tenha sido castrado). 
  • diminui a brincadeira social.  
  • pode ocorrer marcação com urina.
  • se tiver acesso ao exterior, pode se ausentar por períodos mais longos.

O que os tutores devem fazer:

  • mudar a alimentação para ração de adulto aos 6-8 meses.
  • providenciar brinquedos para idade, os que liberam comida, por exemplo.  
  • contatar o Médico Veterinário caso haja conflitos, busque orientação especializada.

Adulto jovem de 1 a 6 anos

O que é normal neste período: 

  • maturidade social alcançada entre 2 e 3 anos de idade.
  • a personalidade do gato se estabelece influenciada pela genética, condições ambientais e experiências de vida (do filhote até o sênior).

O que os tutores devem fazer:

  • contatar o Médico Veterinário se houver eliminação fora do lugar ou marcação urinária (borrifos).
  • alternar os brinquedos de lugar e tipo com frequência.
  • exames médicos anuais e vacinação. 

Adulto 7 anos ou mais

O que é normal neste período: 

  • mudanças no apetite podem ocorrer.

O que os tutores devem fazer:

  • monitorar a ingestão de água e comida. Contatar o Médico Veterinário se houver alterações significativas.
  • continuar a interação social.
  • cuidado na introdução de um novo gato, pois pode gerar muito estresse no gato residente. 

O ambiente e o comportamento dos gatos 

O espaço que rodeia o gato afeta, diretamente, seu comportamento. Por isso, é importante que os tutores providenciem um enriquecimento ambiental capaz de prevenir questões relacionadas ao estresse e ao tédio, por exemplo. Veja abaixo algumas orientações para construção de um ambiente ativo e saudável: 

Previsibilidade: 

Uma rotina de alimentação, de brincadeiras e eliminação reduz estresse. Saber quando as coisas vão acontecer e ter a repetição passa segurança e acalma. A limpeza da caixa de areia também deve seguir uma rotina.

Novidades:

Embora a previsão seja importante e confortável para os gatos, pequenas mudanças regulares no ambiente, de forma gentil e cuidadosa, vão ensiná-lo a lidar com a novidade, além de prevenir o tédio.

Companhia: 

Ao contrário do que se imagina, alguns gatos precisam de companhia e de contato social. 

O ambiente pode ser enriquecido com: 

  • caixas de papelão para que possam se esconder
  • arranhadores 
  • brinquedos interativos e jogos de caça (como jogar bolinha e colocar a ração dentro de caixas com buracos para pescar o alimento)
  • manter o ambiente previsível, porém sem rigidez ou monotonia. 

Gato feliz é gato bem cuidado

Gato feliz, gato bem cuidado 

Ao escolher ter um animal de companhia, o tutor deve assumir as responsabilidades no que diz respeito ao atendimento das necessidades físicas, psicológicas e ambientais de seu pet. É preciso garantir alimentação, espaço físico adequado, cuidados com a saúde e prevenção de doenças, oferecer presença e afeto. Por isso, compreender o comportamento dos gatos e estar informado sobre suas particularidades é essencial para que tutores possam exercer, de fato, uma guarda responsável e consciente. 

Agora que você sabe um pouco mais sobre o comportamento dos gatos, fica mais fácil oferecer bem-estar e promover uma convivência mais harmônica e feliz entre todos os seres, não é? Acesse mais informações sobre comportamento de cães e gatos em nosso blog

3 Comentários

  1. María margarida 2 anos atrás

    Estou querendo um gato mais meus cães são possessivos.adorei o blog.

    • SÍLVIA BALLONA 2 anos atrás

      Bom dia
      Amo animais principalmente cães e gatos
      Peço a vocês a gentileza de enviar-me reportagens notícias e novidades sobre pets
      Muito obrigada
      Abraços
      Sílvia Ballona

      • Psicologia Animal 2 anos atrás

        Maria Margarida, bichos são fascinantes mesmo.
        Estaremos sempre postando temas sobre pets. Nos acompanhe!
        INSPA

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Abrir chat
Precisa de ajuda?
Olá!
Como podemos te ajudar?