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Final de ano sem estresse: proteja cães e gatos do agito e do medo dos fogos

Final de ano sem estresse: proteja cães e gatos do agito e do medo dos fogos
17/12/2019 danilofonsecaa

Férias, festas, viagens. Final de ano é um período atípico, de bastante frenesi e mudanças na rotina. Muitos tutores viajam, recebem visitas em casa e tudo parece meio fora de lugar, inclusive para os pets. Nessa época, há também os estouros de fogos de artifício que insistem em fazer parte de algumas comemorações.
Este combo pode desencadear uma carga de estresse intensa demais para os cachorros e gatos que irá refletir, diretamente, no comportamento e na saúde deles. Casos de apatia, depressão e fugas de animais são bastante comuns. Para saber como protegê-los de tanta agitação e também do barulho dos rojões, acompanhe a leitura e ofereça mais bem-estar ao seu companheiro de quatro patas.

Por que o barulho incomoda tanto os cachorros?

Antes das orientações sobre cuidados com os cachorros e gatos no final do ano, é importante entender porque o som alto e o barulho dos fogos incomodam tanto os cães. Vamos lá:
O ouvido canino é capaz de perceber sons com frequência entre 10 Hz e 40.000 Hz, já a audição do ser humano percebe sons na faixa de 10 Hz a 20.000 Hz. Ou seja, a escala de sons perceptíveis aos cães é muito maior e mais intensa do que a dos humanos.
E tem mais: os cachorros conseguem detectar sons a uma distância quatro vezes maior do que o ser humano. A razão disso é evolutiva e de adaptação, pois os seres humanos, com seus olhos bem à frente, conseguem enxergar e focar um objeto com maior precisão, ao contrário de que um cachorro, que possui os olhos localizados mais nas laterais da face.
Além da audição mais sensível, há outro fator que gera incômodo nos pets. Os sons altos são entendidos por eles como sinal de alerta e associados às situações de perigo. Então, eles entram em estado de atenção e isso desencadeia reações fisiológicas de estresse e ansiedade.
Assim, um ruído que para as pessoas ode parecer baixo e inofensivo, para os cães, se torna algo insuportável e aterrorizante. Com essa compreensão, fica mais fácil e possível acolher o animal quando ele reage às situações barulhentas.
Abaixo, uma tabela com as frequências captadas em KHz por algumas espécies:
Como reduzir o som dos fogos e deixar o pet mais tranquilo?

Como reduzir o som dos fogos e deixar o pet mais tranquilo?

Nas noites de Natal e Ano Novo, para abafar o som dos fogos de artifício e deixar os cachorros e gatos mais tranquilos e seguros, a dica é preparar um cantinho na casa para que eles se sintam confortáveis:

  • escolher um ambiente com iluminação suave, que fique o mais afastado possível da rua. Fechar janelas, persianas e cortinas;
  • colocar a cama do pet no local escolhido e retirar tudo que possa ser perigoso, como objetos pontiagudos, de vidro, produtos químicos etc;
  • para abafar os sons dos fogos de artifício, criar um ambiente com música calma ou ligar a televisão.
  • Os brinquedos preferidos podem estar nesse ambiente também para que o animal se mantenha distraído;
  • se possível, é recomendável que o tutor fique perto, fazendo companhia ao pet;
  • conversar de forma calma e não abraçá-lo, pois isto pode aumentar a ansiedade e o medo.

E se o cachorro quiser se esconder por causa dos barulhos?

Caso ele prefira se esconder, a orientação é não impedi-lo ou tirá-lo à força. Permita que o cão se esconda em algum lugar da casa que ele considere seguro, como embaixo de algum móvel.

Para ele não fugir

O final de ano é um período em que o número de cachorros desaparecidos aumenta significativamente e, uma das razões, é o estouro dos fogos de artifício. Com o barulho e o susto, os animais, muitas vezes, reagem ao estresse tentando fugir do incômodo. Nesse momento, é que acontecem as fugas de casa. Para evitar, as dicas são:

  • atenção é fundamental para manter a segurança e o bem-estar de cães e gatos. Olho atento e presença;
  • fechar janelas, portas e assegurar que não há nenhuma passagem aberta;
  • colocar plaquinhas de identificação no animal, com nome do tutor e telefone.

Viagens de carro com o pet

Viagens de carro com o pet

O combo de final de ano inclui as viagens de férias e os tutores, que vão levar o pet junto na aventura, devem tomar alguns cuidados para que o bem-estar do animal seja garantido ao longo do percurso. Veja só:

  • antes de pegar a estrada, é imprescindível adquirir uma caixa transportadora adequada para o porte do pet. Deixar o animal solto é um perigo e tanto, além de ser uma infração de trânsito;
  • para que haja uma adaptação, é válido apresentar a caixa alguns dias antes da viagem e deixar o cachorro ou gato cheirar, se aproximar, entrar, sair. É importante fazer o movimento de colocá-lo dentro da caixa aos poucos, em etapas;
  • com o carro, também é válido começar um processo de adaptação antes da viagem pra valer. A dica é fazer saídas breves, com a caixa acomodada de um jeito bem estável;
  • já no deslocamento da viagem, é fundamental planejar paradas no caminho para que o cão ou gato possa sair da caixa, fazer xixi e cocô e interagir com você, caso seja um trajeto muito longo.

Gente estranha, não estou legal

Outro item de final de ano que pode colocar os animais de companhia em situação de estresse são as visitas em casa. A presença de pessoas novas e estranhas no espaço que é deles pode causar algum incômodo. É fundamental que o ser humano se coloque no lugar do animal para compreender, de forma muito respeitosa e gentil, as reações de cães e gatos perante essa mudança no cenário de casa. São cheiros diferentes, sons diferentes, rotina diferente e a atenção do tutor dividida. Diante disso, alguns pets podem sentir um sinal de ameaça, invasão e até exclusão, e mudarem o comportamento. Muitos passam a latir em excesso e a saltar no colo dos visitantes.
Para aliviar as tensões que possam surgir e tornar a situação menos estressante, uma recomendação é, se possível, receber a visita longe da porta de entrada da casa e dar uma caminhada curta para, só depois, entrar com ela na residência. É importante também esperar o tempo do cão se aproximar e cheirar o visitante. O processo de reconhecimento faz diferença e muitos cães se sentem menos ameaçados depois disso.
O tutor pode oferecer um brinquedo para que o cachorro se distraia nesses momentos e, caso o animal traga um brinquedo, o responsável deve responder, interagir, brincar com o pet, mesmo que esteja na presença das visitas. Para que o animal fique mais tranquilo, ele deve sentir-se integrado e não excluído. Com esse olhar de cuidado e compreensão, o tutor é capaz de evitar que seu cão ou gato desencadeie um quadro de estresse ou ansiedade.
Para um final de ano tranquilo para todos da família multiespécie, informação de qualidade, cuidado, carinho e muito amor. Gostou das dicas compartilhadas aqui? Acesse nosso blog e confira outras orientações importantes para o bem-estar e a saúde de cães e gatos.

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