​​
Você tem alguma dúvida? contato@psicologiaanimal.com.br

Hábito dos cães de comer cocô: um e-book para tutores esclarecerem suas dúvidas

Hábito dos cães de comer cocô: um e-book para tutores esclarecerem suas dúvidas
08/08/2019 danilofonsecaa

O comportamento de alguns cachorros de comer as próprias fezes ou de outros animais nem sempre é colocado em pauta. Por vergonha ou pura falta de conhecimento, muitos tutores passam a ignorar ou esconder o fato. Pensando sempre no bem-estar animal e em levar informações de qualidade, o Psicologia Animal preparou um e-book que explica e esclarece a coprofagia canina, ou o hábito de comer cocô de alguns cães.
O e-book foi pensado e desenvolvido com muito cuidado e respeito aos animais e seus tutores com o objetivo de estabelecer novas e melhores relações entre eles. O conteúdo disponibilizado é uma oportunidade de entendimento dos motivos que podem estar por trás do fato do cão comer as próprias fezes ou de outros animais e, assim, criar uma relação mais gentil, saudável e amorosa. A seguir, vamos apresentar o que o e-book aborda e como ele pode se tornar uma fonte de consulta no encaminhamento e cuidado desse comportamento.
Aproveite a leitura e, depois, baixe o e-book gratuitamente.

O que é Coprofagia?

Para entender a questão, é preciso, antes, conhecer seu significado literal. O termo coprofagia tem origem em copro + fagia, copro em latim significa “fezes”, e fagia significa “ingestão”. A hábito de comer cocô de alguns cachorros pode ser observado em diferentes contextos e saber identificá-los e reconhecê-los é necessário para olhar e “tratar” a coprofagia.
Muitas vezes a coprofagia não se trata de uma doença que necessite tratamento e nem mesmo de um comportamento que possa trazer prejuízos sérios aos cães. No entanto, há casos em que a coprofagia compromete, sim, o bem-estar do animal e pode ser a manifestação de alguma disfunção. Por isso, levar esclarecimento e lançar luz sobre o tema é fundamental.

Coprofagia: problema de comportamento ou distúrbio de comportamento?

É preciso diferenciar os dois termos para entender melhor os contextos em que a coprofagia pode ser observada. Assim, o e-book traz essa diferenciação para melhor compreensão dos tutores:

  • O termo “distúrbios de comportamento” refere-se a comportamentos anormais desenvolvidos pelos cães. Ou comportamentos normais, porém realizados fora do contexto normal.
  • “Problemas de comportamento” referem-se a comportamentos normais e dentro do contexto, mas que estão em desacordo com a expectativa ou a necessidade humana.

Ancestralidade no hábito de comer cocô

O ato de comer fezes pode estar relacionada com a ancestralidade dos cães. Os cães domésticos descendem de canídeos selvagens que foram domesticados há aproximadamente 15 mil anos. Possivelmente, a relação do canídeo ancestral com o ser humano primitivo fosse semelhante à relação dos chacais com os leões. Ao perceber que aquele animal que se alimentava de seus restos também ajudava a defender seu território e que ainda limpava suas latrinas, o humano primitivo começou a se aproveitar da relação com esse animal, domesticando-o.
A limpeza das latrinas humanas tornou-se uma relevante necessidade a partir do momento em que o humano primitivo deixa de ser nômade e começa a fixar residência. Sem uma tecnologia de fossas, um animal que faça o papel de lixeiro parece bem útil. Outra pista que nos faz crer que essa teoria do ancestral carniceiro/coprófago seja verdadeira é a incansável procura dos cães por lixo e restos alimentares. Concluímos, portanto, que o cão guardou consigo o instinto de buscar fezes e alimentos em decomposição para se alimentar.

As formas de coprofagia

Ingestão de fezes de outros animais

Não são raros os cães que “visitam” a caixa de areia do gato ou que têm uma louca atração por fezes na rua. Como vimos, os cães guardam a natureza coprófaga de seu ancestral selvagem. Portanto, buscar fezes de outros animais como alimento é perfeitamente normal e aceitável para os “valores” canino.
No entanto, tal comportamento pode trazer problemas de saúde como infecções bacterianas e parasitoses intestinais. A melhor forma de evitar o comportamento indesejado é a prevenção. Então, a recomendação, em casa, é não deixar o cão ter acesso à caixa de areia do gato. No caso das fezes nas ruas, para evitar a ingestão, o uso consciente de guia e coleira é fundamental.

Ingestão das fezes de outros cães

Um comportamento comum é filhotes ingerirem fezes de cães adultos. Este ato não deve ser punido, mas é necessário desviar sua atenção para não perpetuá-lo. Outro comportamento perfeitamente normal para a espécie é que a cadela ingira as fezes dos seus filhotes. Outro contexto de ingestão de fezes de outros cães ocorre em ambientes com restrição de alimento. Comum em abrigos improvisados e com pouca oferta de alimento, este caso impacta diretamente o bem-estar dos cães e é preciso intervenção imediata.

Ingestão das próprias fezes

O ato de ingerir as próprias fezes ocorre em menos de 10% dos cães e foge do contexto alimentar. Neste caso, a coprofagia pode ser um sinal de alterações clínicas, de distúrbios de comportamento ou pode ser um comportamento aprendido. Veja alguns dos motivos:

Predisposição racial

No e-book, você saberá quais raças são mais predispostas ao desenvolvimento da coprofagia das próprias fezes.

Dieta

Algumas rações são ricas em nutrientes e, de tão ricas, formam fezes ainda mais interessantes, que se tornam convidativas aos animais.

Distúrbios relacionados com ansiedade

Cães que vivem em ambientes muito pequenos e sem alguma atividade física, podem desenvolver coprofagia.

Coprofagia Lúdica

Em casos de escassez de alimento, somada à ausência de estímulos ambientais, como os passeios, e de interação humana, a coprofagia torna-se uma convidativa brincadeira. O tédio pode provocar e estimular o comportamento do cão de comer as fezes.

Comportamento Aprendido

Quando o tutor interage com o cachorro no momento em que ele realiza algo, pode acabar por estimular um comportamento do animal. Assim, o que deveria ser transitório, pode se tornar permanente. A coprofagia por comportamento aprendido pode se desenvolver assim.
Importante destacar que toda interação humana pode reforçar um comportamento, mesmo que tal interação seja agressiva. Quando falamos em ignorar, no tratamento da coprofagia, falamos em não fazer qualquer interação com o cão, ou seja, não tocar, não falar ou olhar.
Em qualquer uma das situações descritas acima, é imprescindível procurar por ajuda e orientação de um (a) Médico (a) Veterinário (a), especialista em comportamento animal, para que o diagnóstico e tratamento sejam feitos com cuidado e responsabilidade.
 
Para baixar o e-book e ter acesso ao conteúdo completo sobre Coprofagia Canina, clique aqui. O material foi produzido pela equipe do Psicologia Animal, tendo como base o curso de Coprofagia Canina, ministrado e elaborado pelo Prof. Dr. Guilherme Marques Soares. O curso está disponível em nossa plataforma online. Para mais informações, dicas e curiosidades sobre bem-estar de cães e gatos, acesse o site da Psicologia Animal.

Baixe o eBook de Coprofagia Canina

Baixe o eBook de Coprofagia Canina


 
 
 
 
 
 
 
 

2 Comentários

  1. Delane 2 anos atrás

    Quando peguei minha cachorrinha pra adoção ela ficava numa area isolada dos outros cães que a rejaeitaram e não havia muita higiene do local e ela já veio com o hábito de comer coco.
    Levou uns 3 meses pra aprender a fazer as necessidades no tapete higiênico, mas conseguimos. Porém o hábito de comer coco está difícil, e o pior agora ela pega um pedaço do coco e leva pra dentro de casa, como se fosse pra esconder. Hoje ela deixou um pedaço no meu pé, não me controlei e briguei, resultado ela fez coco em varios ugares escondidos da casa.
    Estou perdida com ela. Preciso de ajuda

    • Psicologia Animal 2 anos atrás

      Delane,
      O comportamento de comer cocô (chamamos de Coprofagia) é bem complexo e há necessidade de identificar vários fatores de manejo, ambiente e do comportamento do próprio animal para tentar reduzir ou controlar. Nós oferecemos um curso sobre Coprofagis que está disponível no site para entender bem o problema e oferecemos consultoria para orientações específicas de cada caso. Para fazer o curso acesse nosso site http://psicologiaanimal.com.br vai ser bastante útil. Se desejar orientação personalizada envie email para contato@psicologiaanimal.com.br para detalhamentos de como funciona. EQUIPE INSPA

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*

Abrir chat
Precisa de ajuda?
Olá!
Como podemos te ajudar?