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O luto em cães e gatos

O luto em cães e gatos
20/01/2019 admin

Para muitos que têm pet, a hora do “adeus definitivo” é o pior momento. Quem já perdeu qualquer animal de estimação sabe como muitas vezes não estamos prontos para encarar a morte dos nossos amigos e surgem situações ainda mais complexas quando há presença de outros animais na casa, cujo vínculo de amizade e companheirismo era forte. Quando dois animais ou mais convivem intimamente por um tempo prolongado, a perda de um, certamente afetará o que permanece. Mas, há também muitos casos em que o apego mútuo não era tão forte, ou então quando os animais são mais focados nas pessoas da família, eles podem não aparentar sentir falta do que morreu. Acompanhe a leitura, veja como o luto acontece em cachorros e gatos, como o comportamento deles pode ser alterado e o que fazer para ajudá-los nesse momento.

Comportamento de cães e gatos em luto

Os tutores poderão observar padrões de comportamento alterados e algumas vezes até similares aos manifestados por pessoas em luto (diminuição do apetite, distúrbios de sono, insegurança, vagar sem rumo, procurar e choramingar, desinteresse por outras atividades, perda de confiança, necessidade extrema de atenção e um estado geral de tristeza). Cachorros e gatos podem viver a perda por perceberem os sentimentos das pessoas, sua tristeza e as alterações na rotina (hábitos familiares).
Nos felinos, quando muitos convivem na mesma casa, alguns interagem e estabelecem ligações mais fortes do que outros. Com mais frequência, eles toleram os demais e tendem a evitar interações. Quando um destes morre, os demais também alteram seu comportamento. Um gato que anteriormente era tímido, poderá buscar atenção. Pode ser solitário, mas sentir a falta do companheiro. Por outro lado, poderá ter sido inibido pelo outro, e agora terá mais oportunidades de ser interativo e responder aos estímulos.

Reorganização social após a morte 

Quando um membro do grupo social morre, haverá um período de ajustamento e um rearranjo da organização, especialmente, se o animal perdido desempenhasse um papel importante para os demais. Nestes casos, podem surgir conflitos e brigas que antes não apareciam. Portanto, as reações dos animais frente a perda variam muito. Como nas pessoas.

O que fazer para ajudar cães e gatos em luto?

Para ajudar os animais que permanecem a superar a morte do companheiro, pode-se:

  • deixar os animais da casa verem o corpo do animal morto. Se possível, antes que a temperatura corporal baixe. Isto pode evitar que fiquem procurando e esperando ansiosamente o retorno que nunca vai acontecer.
  • evitar que os cães vejam onde o amigo está enterrado. 
  • pode ser que, em alguns casos, uma mudança temporária de ambiente reduza o impacto da separação quando o vínculo entre animais é de longa duração.
  • outros animais presentes podem auxiliar na superação da perda. 
  • se não há nenhum outro animal, e a morte é prevista, pode ser benéfico introduzir um outro animal jovem em casa antes da morte. Também, instituir uma rotina diária de convivência com outros animais em pet creches, por exemplo. Assim, o animal que permanece terá oportunidade de estabelecer uma nova relação. Esta nova relação reduz a dependência com o animal em estado terminal.

Eles precisam de tempo

Não espere um sucesso imediato: leva tempo, pelo menos, uma semana ou mais, para ajustar um início de novo relacionamento. Ele não deve ser apressado. Trazer um novo animal jovem é mais bem sucedido com cães do que gatos. Mas pense bem, esperar um certo tempo para introduzir novos animais é sempre mais adequado.
Gatos são mais territoriais e muitas vezes se ressentem com gatos estranhos. Podem ignorar completamente o novo residente, ou mesmo ficar permanentemente hostis e agressivos. Se a perda é prevista, pode ajudar que se inicie a alimentá-los separadamente e em momentos diferentes, de modo que o animal sadio habitue-se com a alimentação sozinha.

Luto e depressão em cães 

A perda de animais ‘queridos ou pessoas é a causa mais frequente de depressão em cachorros. As pessoas envolvidas devem tentar motivar o cão para realizar exercícios e brincadeiras, proporcionar viagens e passeios, enriquecer o ambiente com novidades e dar atenção ao animal que sofre. Assim:

  • inicie exercícios de sentar e dar pata entre outros, ou intensifique estes momentos caso já existam;
  • crie novas rotinas a cada dia e, se possível, altere os horários por algum tempo. 
  • dedique 15 minutos diários para escovação e higiene do seu animal. 
  • ensine novos truques. 
  • estreite as relações com o seu cão nesta etapa e dê tempo ao luto, inclusive a você.

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