Você tem alguma dúvida? contato@psicologiaanimal.com.br

Mudança na rotina e o comportamento de cachorros e gatos: conheça os principais gatilhos e o que fazer pelo bem-estar deles

Mudança na rotina e o comportamento de cachorros e gatos: conheça os principais gatilhos e o que fazer pelo bem-estar deles
19/11/2019 admin

Alegria, tristeza, empolgação, desânimo. Cachorros e gatos são considerados seres sencientes – ou seja, que têm emoções. Por isso, assim como acontece com os seres humanos, quando há uma mudança significativa na rotina da casa e dos tutores, os animais também podem expressar que algo não vai bem e os afeta. Isto é expresso por meio de alterações no comportamento
Entre os gatilhos que podem desencadear emoções negativas em cães e gatos estão a chegada de um novo membro da família, a morte de uma pessoa ou de um animal, privação de espaço, viagens de férias ou longas ausências dos tutores. Para entender melhor como cada mudança pode afetá-los e o que pode ser feito para preservar o bem-estar e a boa convivência entre todos os seres, perante as circunstâncias da vida, preparamos este artigo. Acompanhe!

Chegada de um novo membro na família

É natural e normal que o pet sinta as mudanças na rotina da casa com a chegada de um novo integrante na família. Pode ser uma criança ou um adulto. O animal irá perceber que a atenção que, antes exclusiva, passa a ser dividida. No caso de bebês, a mudança é ainda mais intensa, pois um recém-nascido exige cuidado em tempo integral. Com a nova configuração que se instala no ambiente – de tempo, espaço, cheiros, sons, etc -, cachorros e gatos podem ficar com humor alterado, podem ficam carentes, com ciúmes e até mesmo desenvolver quadros depressivos. 

O que fazer?

Para que os pets possam se adaptar ao novo cenário e à nova pessoa, é importante agir com naturalidade, realizando as atividades necessárias, sem tentar esconder o que está acontecendo. Inclusive, é fundamental manter, na medida do possível, as atividades com o animal, como passeios, carinhos e brincadeiras. 
Outra recomendação, no caso da chegada de um bebê, é ir apresentando, aos poucos, o novo membro da família. Mostrar o carrinho, as roupinhas, permitir que ele as cheire e que se aproxime dos brinquedos do bebê são formas de dizer que está tudo bem, que o cão ou gato está integrando e continua sendo bem-vindo. Essas atitudes ajudam também a amenizar a curiosidade dos pets.

Morte de uma pessoa ou animal de convivência pode afetar o comportamento dele

Morte de uma pessoa ou animal de convivência 

Tristeza, falta de apetite, desânimo para realizar atividades rotineiras, como os passeios, e automutilação são alguns dos sinais de estresse e depressão canina. Segundo especialistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, as perdas afetivas – de pessoas próximas ou de outros pets de convivência diária – são responsáveis por 70% dos quadros depressivos em cães. 

O que fazer?

Cachorros e gatos sentem o luto e para ajudá-los nesse processo o mais importante é a presença, o carinho e a atenção das pessoas que estão com ele. Proporcionar momentos de diversão, com as coisas que eles mais gostam de fazer, é uma forma de aliviar e desviar a atenção do ocorrido. 
Falar com um tom de voz calmo, tranquilo, explicar o que aconteceu, permite que o pet sinta, por meio da linguagem corporal, segurança e tranquilidade. No caso da morte de um animal que era companheiro, uma orientação é trocar a caminha e os utensílios para que o cheiro do outro bichinho não fique mais ali. 

Falta de passeios e privação de espaço 

Espaços pequenos, sujos, sem ventilação e luminosidade são gatilhos que podem afetar o comportamento dos cachorros. O fato de não ter um espaço razoável e saudável para se movimentar e brincar e a ausência de passeios são condições insalubres, que geram estresse, sedentarismo e até a depressão. Um sinal relacionado à essa questão pode ser a coprofagia canina – ou o hábito de comer cocô – que alguns animais desenvolvem. 

O que fazer?

Quando se é tutor, é fundamental proporcionar condições de vida saudáveis ao animal. Um ambiente adequado ao bem-estar e à saúde dos cachorros faz parte desse cuidado. Para isso, higiene, boa ventilação, espaço suficiente para andar e brincar, passeios regulares e carinho, muito carinho, não podem faltar. 

Viagens de férias e ausências dos tutores podem afetar o comportamento do pet

Viagens de férias e ausências dos tutores

Sentir-se abandonado é um das principais causas ligadas à depressão canina. Como são seres sociais e muito ligados à rotina e aos costumes, uma alteração temporária, como viagem de férias e a ausência frequente dos tutores por conta dos compromissos do dia a dia, podem levar cachorros ou gatos a sentirem-se sozinhos, abandonados e tristes, desencadeando o quadro depressivo. 

O que fazer?

Quanto menos mexer, melhor. Por isso, ao sair de viagem sem o pet, a recomendação é deixar o animal na própria casa e pedir para uma pessoa de confiança ir até lá para alimentá-lo, trocar a água, brincar e levá-lo para os passeios. Caso não seja possível, opte por deixá-lo na casa de um parente ou amigo próximo e que goste de animais. 
Antes de sair de viagem, você pode levar o cachorro ou gato algumas vezes até o lar temporário para apresentar o novo ambiente e também para que ele possa ir se acostumando aos moradores, cheiros e barulhos. Lembre-se de deixar com o pet objetos familiares, como brinquedos preferidos e a caminha. 
Tutores que ficam muito tempo fora de casa devem se preocupar em deixar o animal em um ambiente seguro, limpo, com água limpa e alimentação suficiente. Brinquedos também devem estar à disposição. Ao chegar em casa, é importante dedicar um tempo para carinhos, atenção e brincadeiras com o cão ou gato. 

É lei: cachorros e gatos sentem dor e angústia 

No estado de Santa Catarina, a Lei de nº 17.526, de 28 de maio de 2018, garante que cães e gatos sejam reconhecidos como seres sencientes, sujeitos de direito, que sentem dor e angústia. O texto diz que trata-se do reconhecimento da especificidade e das características das espécies face a outros seres vivos. Legal, né?
 
O Psicologia Animal se preocupa com o bem-estar animal e olha com respeito, cuidado e conhecimento científico para o comportamento de cães e gatos. Através de nossos artigos no blog, buscamos propagar informações que ajudem na melhora contínua da relação e convivência entre os seres. Fique sempre de olho!

1 Comentário

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Abrir chat
Precisa de ajuda?
Olá!
Como podemos te ajudar?