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Terapia do Sorriso mediada por animais

Terapia do Sorriso mediada por animais
15/10/2018 danilofonsecaa

Para contribuir com o tratamento dos internos, alguns hospitais e
instituições de São Paulo contam com visitas semanais de três cães,
um peixe, dois coelhos, uma tartaruga, dois porquinhos da índia e um
chinchila. É isso mesmo, você não entendeu errado. Coordenados pela
veterinária e psicoterapeuta Hannelore Fuchs e uma equipe de dezoito
voluntários, esses animais despertam a curiosidade e arrancam sorrisos dos
pacientes.
Esse é o Pet Smile, uma terapia mediada por animais idealizada por Hannelore
Fuchs há oito anos. A técnica já é uma velha conhecida de médicos americanos
e europeus, mas ainda é pouco difundida aqui no Brasil. A idéia de trazer
esse tratamento para cá surgiu enquanto a Dra Hannelore fazia, nos Estados
Unidos, uma tese de psicologia com enfoque na relação entre animal de
estimação e seu dono. “Estudei comportamento animal e percebi que o bicho
ouve, conforta, tudo isso através do diálogo que se estabelece pelo toque”,
relata Fuchs.
Os animais terapeutas da Dra. Hannelore são adestrados, pois precisam
ser confiáveis, obedecerem a comandos de voz, agüentar o manuseio,
serem obedientes e não importunarem. Do mesmo modo, os voluntários
passam por uma seleção rigorosa e são aprovados, ou não, após uma fase
de treinamento prático.
Lidando com a terceira idade
O trabalho desenvolvido pelo Pet Smile em asilos visa amenizar a solidão
entre os idosos, causada em sua maioria pela perda de contato com a
família. “O deprimido se mobiliza quando cuida do animal. Ele se interessa,
porque a presença do bicho acalma. E o mais importante é que o
animal não julga, nos aceita como somos”, diz Elvira Rebolo da Silva,
a Bia, voluntária desde o início do projeto. Desde maio deste ano, o Pet
Smile tem realizado visitas mensais ao Recato Monte Alegre; uma unidade
da Liga das Senhoras Católicas especialmente desenvolvido para o
bem-estar do idoso. “O projeto foi a maneira que encontramos para trazer motivação, calor
humano e melhorar a qualidade de vida dos hóspedes”, explica Kathia
Willy, diretora da unidade. “Por meio do animal o voluntário abre uma ponte
para que o idoso interaja com o mundo”, aponta a diretora.
São visíveis os benefícios trazidos com a implantação do projeto.
“As visitas contínuas trouxeram dinamismo aos internos, que agora comem
e dormem melhor, além de se comunicarem com mais facilidade”,
conta Wilma K. Bittencourt, enfermeira especialista em gerontologia
social do Recanto.
Interagindo com crianças
“Nós avisamos para eles durante a semana o dia em que teremos a visita
dos bichinhos. A expectativa é enorme, eles ficam muito agitados e ansiosos”,
conta Sandra Anciate, professora do Lar Escola São Francisco
há dois anos. Essa instituição há sessenta anos, atende portadores de
deficiência física, oferecendo tratamento nas áreas médicas e paramédicas.
Em parceria com a UNIFESP chega a entender 1.600 pessoas por
dia. O LESF também possui uma escola que recebe desde crianças –
de quatro anos – até adolescentes de dezesseis.
“Quando o pessoal do projeto vem, o dia deles muda completamente”,
completa Sandra. A mesma alegria por conta da
presença dos animais pode ser vista no Hospital da Criança. Localizado
no bairro de Jabaquara é o mais moderno e completo hospital pediátrico
do país. Duas vezes por mês as crianças brincam com os animais
do projeto, aliviando as tensões provocadas pelo estresse da internação
hospitalar. “Acariciar o animal gera afetividade. Isto ajuda a criança a
ficar mais receptiva ao tratamento”, diz Carla I. Leonard, enfermeira do
Hospital da Criança. De acordo com Edmara Maia, coordenadora
da Comissão de Assistência da SOBEP – Sociedade Brasileira de
Enfermagem Pediátrica – a hospitalização é um período em que o medo e
a insegurança estão sempre presentes. Por isto, são válidas as alternativas
para ajudar as crianças a superar esta experiência. “O contato da criança
com o animal se torna lúdico. Através da interação e da brincadeira
ela consegue expressar suas preocupações e sentir-se aliviada.”,
conclui.

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